quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

RUÍNA


Todos os males
haverão de 
cair sobre ti.
Todos os vales se abrirão,
e, mesmo que em vão,
ali estarão, à espera de ti.

E tu, haverás de cair,
seja no ocaso (doce poente),
seja na aurora (vida ardente),
haverás de vir, e vais ruir.

Cairás por terra adentro,
(te verei de fora)
neste covil eu não entro,
pois quem entra, chora.

Ainda assim, quero tua face virar,
eis-me gentil, teu rosto a tocar,
voltando-a para o meu lado,
esta tez, ainda hei de beijar,
tocar, como se toca um banjo
beijar como se beija um anjo.

E ei de sorrir, neste doce porvir,
como que a te sentir, tentando subir,
haverás de saber absorver,
que todos os males,
só te levam a cair.

tioed (13/03/2007)

Nenhum comentário:

Postar um comentário