quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

DE CABEÇA PARA BAIXO


Ainda boquiaberto
me descurvo do leito...
Tentando massagear os joelhos,
senti-me com as mãos no peito.

Vou tocar meus pés,
acho o travesseiro,
(que estava sem fronha).

O meu fiel escudeiro,
que deveria a cabeça guardar,
levanta-se "bruxa medonha",
perto do calcanhar...

Aí me dei por conta,
peguei a caneta,
estava sem ponta...

Deus do céu, diabo, diacho...
Com a cabeça ainda tonta,
sem me dar por mim,
deitei-me de cabeça para baixo.

tioed (13/09/2004)

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