quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

PAZ E GUERRA


Nem só a paz é minha companheira,
nas horas que vaga o coração alheio.
Nem só o pensamento é voz traiçoeira,
que delata o meu querer, o meu anseio.

Há também esta guerra no meu peito,
nas vezes que me entrego ao sonho,
que me desperta, às vezes no leito,
em viva voz, um murmurar tristonho.

Este murmúrio, lamento incessante,
me invade a alma, e de tal maneira,
que traz à tona, à todo instante,
a paz infiel, na voz traiçoeira.

tioed (29/03/1979)

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