terça-feira, 16 de dezembro de 2014

SONHOS


Sonhos...
Só os sonhos,
adentrando
minha alma.

Por si só
me invadem,
acalantam, e,
com calma,
abrem minha mente.
Dos sonhos, vivo,
me faço carente,
dos sonhos vivos,
me faço presente.

Vivo sonhando,
sonho vivendo,
e vivendo, sonho
pensando em você,
eternamente.

tioed (06/05/2005)

Primeira poesia escrita com a "mont blanc", 
presente da minha querida sobrinha
Priscilla Amorim

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

PARADOXO


Meu coração pulsa
em forma de poesia,
(de poesia em forma).
Às vezes, quando me expulsa,
Não sei se escrevo para Maria,
ou se, de Maria, passo à Norma.

Sei que é pequeno,
o espaço
que meu peito reforma.
Não sei se me torno pequeno,
nem sei se grande me faço.

Sê-de, meu peito, sereno,
pra coisa que me transforma.
Aos poucos eu só queria,
por vezes, ao meu lado Maria,
e outras, me deitar,
nos braços quentes de Norma

tioed (década de 80)

COLHEITA


As vezes tenho,
uma dúvida dentro de mim...
Então vou à terra
e me desdenho,
cavo o sulco, revolvo,
(às vezes, rego),
mas planto você,
no meu jardim.

Outras me entrego...
Oh! semente, vil quimera!
Sei que a ti planto,
adubo e rego,
mas não sei se colho,
rosa, espinho ou jasmim.

tioed (30/09/2003)

PASSANDO PELA VIDA


A vida não vem só por vir,
tem seus começos, meios e fins.
A vida não vai só por ir,
tem seus tropeços, anseios e afins.

A vida é certa,
e, de maneira correta,
te faz nascer,
viver,
morrer
e renascer.

tioed (01/07/2003)

UM MINUTO DE PAZ

Eu quero um minuto 
de paz.

Eu quero dizer
que meu corpo
jaz.

Um minuto,
que por todo momento,
a vida me traz.

Talvez, um segundo
de paz.

Um só minuto para pensar
é suficiente,
no momento 
que não se desfaz,
crivando-nos,
eternamente.

tioed (05/07/2003)

VITÓRIA


Você só vence,
quando sente o sabor
da vitória...

Este, que desce pela garganta,
aos poucos te levanta
e te traz, da lama
à glória.

Você só vence,
quando dentro de si,
se agiganta o momento de dizer "caí",
e volta aos braços que te acalanta,
e nesses abraços, você diz:
"venci".

Só se chega ao topo,
se passar por todos os degraus,
que um após outro,
a escalada completa.
Se esquecer, mesmo que um só,
 volte, se não voltar,
a busca foi incompleta.

tioed (05/07/2003)

ALEGRIA



Eu não quero
que me invada 
o mundo da poesia...

Vou dormir,
guardar nostalgia.

Tragam, meus sonhos,
a morte da melancolia.

Me abracem, deusas,
vou dormir.
Me acorde a alegria de viver,
meu intenso entardecer.

Vou dormir e vou sonhar
nestes braços deleitar,
sonhar como queria:
"que tenho a me abraçar,
as Deusas da Vila Maria".

tioed (20/02/2007)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

FASES


Vou devolver tudo
o que a natureza
me deu.
(alvorecer, 12 horas)

Vou e volto com tudo
o que pode ser meu.
(entardecer, 18 horas)

Vou voltar,
devolver tudo
o que me ofereceu
(anoitecer, 24 horas)

Vou devolver a realeza,
abaixo dela, o conteúdo.
Eis aí meu coliseu:
devolvo a vida.
(renascer, 6 horas)

Te dou a pureza,
entrego meu próprio eu.

(Às vezes, vivo, 
outras vezes,
existe um mundo,
paralelo ao meu).

tioed (27/07/2007)

MULHER, AMANTE E AMIGA


Eu preciso de uma mulher,
que se sente ao meu lado
e não se sinta "cheia".

Preciso daquela mulher
altiva e alheia,
que se deite na cama,
e se sinta amada,
ou tome comigo,
uma cerveja conversando,
sentada na calçada.

Preciso desta mulher,
companheira e amiga,
que, sem querer nem ser,
se deite ao meu colo,
e se abrigue.

Preciso de uma mulher
sem brio, sem brilho,
arrojada,
que, mesmo estando longe,
me ame, até sentir-se cansada,
e, ainda que não amando,
simplesmente,
ao meu lado deitada,
me queira, me afague, me beije.

Que sinta e saiba estar ao meu lado,
protegida e sendo amada.

tioed (no date)

Não vou datar esta poesia, pois ela,
como canção se abriga em meu coração
e a canto dia a dia,
ou a rezo, como oração.

RUÍNA


Todos os males
haverão de 
cair sobre ti.
Todos os vales se abrirão,
e, mesmo que em vão,
ali estarão, à espera de ti.

E tu, haverás de cair,
seja no ocaso (doce poente),
seja na aurora (vida ardente),
haverás de vir, e vais ruir.

Cairás por terra adentro,
(te verei de fora)
neste covil eu não entro,
pois quem entra, chora.

Ainda assim, quero tua face virar,
eis-me gentil, teu rosto a tocar,
voltando-a para o meu lado,
esta tez, ainda hei de beijar,
tocar, como se toca um banjo
beijar como se beija um anjo.

E ei de sorrir, neste doce porvir,
como que a te sentir, tentando subir,
haverás de saber absorver,
que todos os males,
só te levam a cair.

tioed (13/03/2007)

HOMENAGEM À AUGUSTO DOS ANJOS



Por vezes, ninguém assistiu
    ao formidável enterro
    da tua última quimera.
    Nem a solidão, que foi pantera,
    companheira separável,
    te abraçou, te carinhou, te beijou...


Acostuma-te ao escarro,
    no barro que te formou...
    inda trago no peito,
    o aperto suspeito
    do cigarro que se fumou.

Ainda assim ficou a chaga
    que, suspeita, te apaga.
    apedreja esta mão vil
    que te afaga.
    acende o cigarro que se apaga,
    cospe na boca que te beija,
    respira o ar que se desfaz,
             (ainda que pobre).
    e te abriga na terra
    que te cobre.

tioed (21/03/2007)

(Dia internacional da poesia)

O PEQUENO GRANDE


Cheguei
quase atrasado,
ao meu destino.
Pensei,
que já que já criado,
fosse homem
e não menino.

Cheguei
ao vazio da alma,
ao "clã-destino".
Me apresso, quase sem calma
sinto-me homem
e não menino.

Pensei que um dia,
mesmo sem calma
com certeza venderia
pedaços da minha alma.

Alma pequena
que, mesmo serena,
teria criado
no rumo certo
o meu destino:

Queria ser homem,
e não, menino...

tioed (10/03/2004)

"os teus valores podem ser subtraídos,
tuas memórias, não"


PALAVRA AMIGA


Às vezes eu preciso,
(não gritar), escutar 
uma palavra amiga.
Aí vou ao ciso,
sem pestanejar.

Minha alma me abriga,
e, quando estou indeciso,
para não me torturar,
volto-me a mim mesmo,
me adentro,
me sinto em mim.

Procuro buscar a palavra amiga,
e, por mais que ela me siga,
vou para longe dela,
me dessedentar.

É por isso que não me encontro,
pois me confronto
(sempre comigo mesmo)
às vezes calculado,
por outras, à esmo.

E, quando preciso
da palavra amiga,
por mais que ela me siga,
fico pensando assim:
-"nem sei onde ela está"...
sem saber que se encontra,
dentro de mim.

tioed (07/04/2006)

DOAÇÃO

Por tanto amor
que te dedico,
me prejudico,
por tanto me dar.

Por tanto amor
que te dou, 
me magoou,
o jeito de te amar.

Por tanto amor que a ti, tenho,
me desdenho,
sem descansar.

Portanto, amor,
por tanto amor,
volto a me amar.

tioed (21/03/2006)

SIMPLESMENTE MARIA


"Patricia", deveria se chamar Maria...
Beleza nata, pura e clara, que penetra.
Nunca deveria assinar "Poeta",
pois está em você, a mais doce poesia.

Maria, (que insiste se dizer "Patricia"),
quando você fala, minha alma aquieta,
você é a poesia, que de mim faz o poeta,
versando rimas, sem maldade, sem malícia.

"Patricia", querida e doce Maria,
cheia de graça, plena de alegria,
carícia bela, simples e discreta.

"Patricia", me deixa chamá-la Maria,
Simplesmente "você", suave poesia,
apenas Maria,
não "Patricia", nem "Poeta".
   
tioed (21/07/2003)

(poesia dedicada à jornalista e apresentadora da Rede Globo, Patricia Poeta)




O PREMIO


Trago comigo a imagem da morte!!!
A dor que levo é menor que a que deixei,
o amor que tenho, ao menos, sonhei.

O coração trago em corte...
Melhor perder, que da desdita
levar a sorte.

Eis que me deixa morrer,
me entregar a plumagem,
por menos que ela me porte.

Eis-me contigo, oh! cruz,
deixo a dor que ganhei,
por menos que faça jus.

"Trago comigo a imagem da morte",
premio que um dia terei:
ver-me frente à frente com Jesus.

tioed (02/08/2004)

HEI DE CHEGAR

Eu subia por uma escada
onde faltava dois degraus,
passava por escalada,
que, de concreto, vi em paus.

A escada, de perto infinda,
de longe, tão pouco linda,
e, de linda, tão pouco perto.

Gostaria de ver, ainda,
meu peito um pouco aberto,
buscando onde se finda
o próximo degrau,
que, ainda longe,
sinto tão perto.

Eu gostarei de sentir no mundo,
da vida o calor do profundo, 
em cada degrau altivo
o sabor do mundo onde vivo.

tioed (26/08/2004)

PRIMEIRO PULSO


Posso estar acordado,
ainda vendo você!
Você que me atormenta
e atordoa.

Estar acordado,
ainda vendo você.

Vou... Tento fugir
do meu "acordado",
continuo a ver você.

Me abrigo, vou ao leito,
me ajeito, me deito
e ainda vejo você.

Você que me atormenta,
me pega e me deita.

...agora, já dormindo
sem trejeito,
sinto algo em meu peito
e não pergunto porque.

Tenho no corpo extasiado,
mesmo que amargurado,
dormindo ou acordado,
o meu primeiro pulso,
um sonho: 
"você".

tioed (27/08/2004)

PUREZA


Tenho uma página branca
diante de mim.
Nesta que vejo,
nada tem, nada escrevi,
mas ela está aqui,
clara e franca.
Olho para ela, ela olha para mim,
talvez queira ressaltar meu desejo...

Eu poderia estar revoltado,
tê-la maculado, pichado,
rasgado e ao lixo jogado...

Mas ela está aqui,
cândida como nasceu,
ninguém riscou nesta página
e nem maculou,
nem uma letra sequer,
ela está aqui,
completamente branca...

Talvez queira relatar meu desejo:
tê-la assim, como está,
imaculada, pura, branca...

E ela, como está, permanecerá,
eternamente franca.

tioed (29/08/2004)

REVOLTA


Dez minutos se passaram,
você chegando,
me beijou e saiu,
saiu de fora,
para dentro de casa.

Antes dos dez minutos,
me cumprimentou,
me beijou e saiu...

-"já volto".
Suas duas ultimas palavras.

Dez minutos depois, você volta,
me acaricia, me beija, me afaga...

Dez minutos antes,
você passou por mim,
foi ao banho e voltou...

Cheiro de sabonete no ar,
odor de rosas,talvez.

Dez minutos antes,
você chegando,
eu te amando...

Você não sabia que,
antes do banho,
dez minutos antes,
eu só queria sentir seu cheiro,
e te ver mulher.

tioed (31/08/2004)

DE CABEÇA PARA BAIXO


Ainda boquiaberto
me descurvo do leito...
Tentando massagear os joelhos,
senti-me com as mãos no peito.

Vou tocar meus pés,
acho o travesseiro,
(que estava sem fronha).

O meu fiel escudeiro,
que deveria a cabeça guardar,
levanta-se "bruxa medonha",
perto do calcanhar...

Aí me dei por conta,
peguei a caneta,
estava sem ponta...

Deus do céu, diabo, diacho...
Com a cabeça ainda tonta,
sem me dar por mim,
deitei-me de cabeça para baixo.

tioed (13/09/2004)

SANTO


Se algum dia,
tuas horas malfadadas
te fizerem cair em prantos,
lembra que, por vezes desgraçadas,
te beijei e te abriguei,
nos meus rasgados mantos.

Se algum dia,
caíres pensativa,
 envolta em teu próprio pesar,
lembra que minha alma cativa
libertou-se, e te fez carinhar.


Se algum dia,
chorares em qualquer canto,
te busco, te envolvo e te acalanto,
do dedo faço meu lenço...

Mas saiba que quando penso,
penso que gostaria
 que tivesses em mim,
o teu santo...

Santo que enxuga teu pranto
que te faz acalanto,
e repousa feliz junto a ti,
no teu canto.

tioed (16/09/2004)

PUNHOS E MENTE


Tu, que tocas meu peito,
enobrece minha alma,
me faz viver,
relembrar poesias feitas
por estes punhos,
por esta mente ,
que as tem de cor.

Tu, só tu, as torna tão infantis,
tão sem sentido,
que me ponho a pensar,
nunca tornar a escrever.

Tu, que tocas meu peito,
empobrece minha alma, 
faz-me ver,
relembrar poesias feitas
por esta mente demente,
que justos punhos recusam
o plantio de tais sementes,
tão sem sentido,
que ponho em meu pesar,
com meus punhos a pensar,
para nunca tornar a escrever.

tioed (05/01/1979)



CANTO


Está acabando a corda,
acho que vou parar.
Também está acabando o tempo,
e o tempo não pode parar.

Quero vencer, viver s ser!
Talvez vença, antes que acabe a corda,
talvez viva, enquanto o tempo não passa...

Mas, o ser é curto,
e a existência, limitada à corda,
que o tempo dá para a vida.

tioed (08/01/1979)



tio ed 08/01/1979 

A POSSE


Às vezes sinto,
que estou faminto,
de ter você.

à vezes falo,
no meu embalo,
não sei de que.

Às vezes calo,
porque se falo,
não sei dizer.

Às vezes digo,
outra me intrigo
e quero morrer.

Às vezes morro,
outras eu corro,
até me perder.

Quando me perco,
no mesmo cerco,
sinto você.

E quando você se perde,
ah! Quando você se perde,
sinto possuir você.

tioed (17/11/1978)

NÃO QUERO QUE ME QUEIRAS


Não me queira assim, agora,
sem um porque, uma razão de ser.
Longos anos se passaram,
e, de repente, bem de repente.
pude abrir os olhos,
ah! Eu pude ver...

Tu, o que fizestes destes anos?
Desamores, desencantos, desenganos...
Eu? Uma vida inteira pra  contar...

Não mais as minhas noites foram escuras,
não só a brisa tocou meus lábios,
e procurei não me ferir,
nos espinhos da paixão...

Não só a solidão me abraçou,
abracei a boemia, o violão...

Nem sempre o vazio da fria cama,
ao meu lado, ficou vazio, nem frio,
nem só o cobertor me aqueceu...

Não. Não me queira assim, agora,
tenha um porque, uma razão de ser,
que te quero pela vida,
que sem ti, sinto morrer.

tioed (22/03/1978)

PAZ E GUERRA


Nem só a paz é minha companheira,
nas horas que vaga o coração alheio.
Nem só o pensamento é voz traiçoeira,
que delata o meu querer, o meu anseio.

Há também esta guerra no meu peito,
nas vezes que me entrego ao sonho,
que me desperta, às vezes no leito,
em viva voz, um murmurar tristonho.

Este murmúrio, lamento incessante,
me invade a alma, e de tal maneira,
que traz à tona, à todo instante,
a paz infiel, na voz traiçoeira.

tioed (29/03/1979)

POESIA PRIMEIRA


Quando estou sozinho,
fico pensando sem calma,
fico pensando na vida,
o que seria dela sem a alma.

A alma nos faz pensar, 
também nos faz crescer,
um dia nos faz chorar,
por um coração obedecer.

Quando isto acontece,
temos uma suave dor.
como é pura e bela,
a doce dor do amor.

Mas esta suave dor,
também nos deixa magoados,
tudo isto acontece,
quando amamos sem sermos amados.

Pelo cupido fui atingido,
por uma flecha certeira,
isto deu-me inspiração,
para esta poesia primeira.

tioed (década de 60)

QUERIDA


Desde que te vi, 
a minha vida mudou,
até parece que em minha alma,
um novo sol brilhou.

Agora, quando te vejo,
não sei o que acontece,
um suave sorriso amoroso,
em minha boca aparece.

Eu fico tão estranho,
tudo parece rodar,
e, meu passado florido,
fico sempre a recordar.

Fico a ver o teu rosto,
nas espessas nuvens no ar,
fico vendo teus olhos,
olhando pros meus, à brilhar.

Olho pro céu, vejo a lua,
com  lindo esplendor à brilhar.
olho pra terra e vejo,
teus doces lábios a me chamar.

tioed (década de 60)

OFERENDA


Não te trago flores ou presentes,
são coisas que se acabam,
ou logo vêem á morrer.
trago-te versos dos meus,
que talvez, nunca venhas a esquecer.

Não os leia muito depressa.
Leia-os com atenção,
são partes da minha vida,
e os tirei do coração.

A cada momento que se passar,
pensando no amor me vier inspiração,
agradecerei à deusa Haali,
e aumentarei esta coleção.

Por favor, conserve-a bem,
e ponha teu nome no fim,
assim, não te esquecerei,
e te peço: nunca te esqueças de mim.

tioed (década de 70)

SEM POESIA


Hoje não há poesia,
pois ainda é dia,
e a noite não vem.

Hoje não há canção,
pois vendi o coração,
à quem nada tem.

hoje não há poesia,
pois, sem alegria,
só sei ser ninguém.

Hoje não há sensação,
pois tem meu coração,
quem eu digo que nada tem.

tioed (23/03/1979)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

SEM PRONOMES


Será que és cega?
Será que és muda?
Quando olho não enxergas,
Quando falo, não escutas.

Ando à procura,
Não encontro.
Tenho na vida,
doce acalanto:

Venha, que serás benvinda,
mesmo que não vejas,
mesmo que não escutes.

Estás no canto,
estou no encanto,
mesmo que cega, dou guarida,
ainda que muda, terás a vida.

Tenha quem ouve,
a busca não cessa.
Mesmo que possessa,
venha, procure,
inda que sem pressa.

Eis a vida:
- cega, muda e surda,
em paz, alegre,
sem ver, 
sem falar,
sem escutar,
sem ser...

tioed (24/11/2006)

PLANTIO


Ouço passos...
É você que, outra vez,
Pisa em minha mente.
Vem contente, leve, altiva;
Para, curva o corpo angelical,
Cava este solo
E com carinho
Deita outra semente.
tioed (década de 80)

TORMENTO


O mundo é mau
Nele todo mundo chora
E é por um pouco de amor
Que todo mundo implora

Não sou feliz...
Tê-la ao meu lado é o que quero
Farei todo o mundo feliz
Se seu amor for sincero

Mas você não vem...
E do mundo ouço o lamento
Com a multidão eu grito
Sua ausência é meu tormento

tioed (década de 60)

PENSAMENTO


Quando eu te vi
Meu coração pulsou
E num salto de alegria
Senti que teu nome murmurou

Desde então querida
Em todos os momentos
Só tu és minha vida
Pois não sais do meu pensamento

Se choro é por ti que choro
Se sorrio, sorrio pra ti
E vejo num só instante
Todos os anos que vivi

Vivo só pensando
Só por ti eu sei viver
A ti estou amando
Sem ti irei morrer.

tioed (década de 60)